quarta-feira, junho 21, 2006

De dia 13 (madrugada):

Estarei cheio de vitalidade?
Sei lá.
Mas cheio de, é uma expressão detentora de bastante, senão na verdade, então na carga de expressão e de hábito que acarreta.
Mini-coisas mini-pensadas, assim.
Sinto qualquer coisa esquisita, uma simplicidade no enleio teatral das emoções ligeiras fortes, aquele ímpeto quase jovial, dirigido para nenhures, numa transparente aura de imaginativo primeiro.
Como se alguém colasse mais uma pastilha elástica em torno do elo menos frágil que baloiça, místico ainda.
Realço apenas, de caneta marcadora a carregar o lápis vago, o muito lado por que andei, a quase oposta instabilidade outra, aquela que não esta, dual sem fronteiras, equivalente a um certo nível, na pausa do desgarrado invísivel.
E falo de ter andado, porque isto é uma espécie de retorno, esta minha nova casa de intransigência da mente de firme tendência para o estúpido.
Desleixes da dor que se finge adormecida?
Um gongo que soa inconcreto a cada esquina, minuto, pressuposto, guião social.
Característica disto: a sensação imensa de dispersão quando me arrasto. A sensação de excesso e de desnecessário quando me procuro calmo dizer sem imediato.
O meio faz-se capa, o "não um" puxa idênticas quantidades, e as cotovias cantam algures, sem terem nada a ver com tudo.
Porque o som pensa que manda.